…Continuação
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O tempo passou, e o colégio de superheróis estava recebendo finalmente uma marcante personagem, a Sabiá (Lulu). Seu passaporte de entrada foi como um tiro de bazooka em uma formiga. Lulu chegava no colégio com sua blusinha xadrez colorida, um penteado e uma maquiagem que ela sempre tomava todo o cuidado de retocar durante as aulas…isso mesmo, DURANTE as aulas! Ela sentava na primeira carteira e emitia um sorriso 43 através de seu espelho portátil, usado para retocar o brilho de seus olhos e a suavidade de sua pele…¬¬’.
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Umas pequenas diferenças de ideais foram crescendo na sala e com o tempo adquiriu proporções enormes de um cânion, causando uma divisão na sala. Na ala sudoeste estavam os homens, na ala leste a ala das meninas (onde Kathy com toda sua engenhosidade estava) e Lulu que ficava mais à frente, comportando-se como um verdadeiro escudo-humano. A representação geográfica da sala de aula pode ser entendida assim:
Apenas para se ter uma idéia de como era dividida a sala, pois como é possível ver, minhas habilidades artísticas não são nada boas…
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Assim que Lulu entrou em nosso colégio, os dias de aula nunca mais foram os mesmos! Sua presença despertava entusiasmo e criatividade de todos, que tostavam seus crânios para aprontar algo com ela. Marquin e Kathy, no entanto, não participavam diretamente com a coisa de fato, porque sabe como é, “se o pau cumê, os nossos estariam fora da reta”. Mas era divertido, ahhh se era.
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Lulu batalhava para ser apenas uma pessoa como qualquer outra, mas suas pernas trêmulas e sua blusa xadrez não deixavam. Como de costume, todo dia ela levantava e comia seus bolinhos de chuva com refrescos de tamarindo, mas agora ela havia conseguido um bom empreendimento, vender seus bomboms no colégio! Uma grande evolução, visto que agora com tantas risadas que ela causava, o nível de açucar caía drasticamente no sangue do pessoal da sala. Ahhh quantos bomboms eu comprei e não paguei, me sinto culpado por isso e minha consciência pesava um pouco, mas como ela estava vendendo muitos bomboms, nem dei bola.
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Sem dúvida alguma, a aula mais esperada por todos da sala era o dia da educação física. Todos esperavam com suas gargantas coçando na ansiedade de ver Lulu em ação. Seus movimentos eram imprecisos, sua coordenação motora era chocha e sua pontaria milimetricamente errada. Quando Lulu ia jogar, todas as luzes voltavam-se para ela. O sol escaldante fazia com que o brilho de seu aparelho fosse mais intenso ainda, e como numa cena de filme, ela arremessava. Sabe…não importa o que ela arremessava, fosse uma bola de basquete, uma bola de vôlei, uma bola de handball…ela era horripilantemente ruim. Me lembro quando ela arremessou uma bola de boliche quando fomos jogar. Lulu arremessava a bola com tamanha elegância que a mesma podia sentir uma breve sensação do ar passando por seus 03 orifícios a mais de 1 metro de altura!!
“Jogada aérea” da Lulu
Kathy estava lá jogando também, mas pelo que eu notava, boliche não era assim um esporte que ela apreciava muito, ela apenas jogava com delicadeza e sutileza. Já eu não me aguentava de empolgação, ora essa, velocidade era o significado de jogar bem! Força, velocidade e um pouco de pose para tentar impressionar os outros era a minha combinação preferida. Até mesmo cheguei a cair de joelhos na pista, minhas mãos ficaram cheios de óleo, o que não foi nada agradável. Poderia fritar uma bisteca, caso estivesse faminto.
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Continua…

